Cresce parcela de paulistanos que querem deixar a capital. Sensação de insegurança também sobe.
Por Anselmo Massad,
da Rede Brasil Atual
A pergunta sobre deixar ou não São Paulo é incluída desde 2009 e, apesar de ter se mantido acima da metade em todas as edições, havia recuado no levantamento anterior.
Somam 42% os que não deixariam o município. A pesquisa foi realizada de 25 de novembro a 12 de dezembro com 1.512 participantes de 16 anos ou mais. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Em uma lista de questões sobre qualidade de vida, a transparência e a participação pública continuam a receber a pior nota entre os entrevistados (3,5 em uma escala de zero a 10). Acessibilidade para pessoas com deficiência (3,9) e desigualdade social (4,0) aparecem a seguir. As áreas mais bem avaliadas são relações humanas (nota 6,8) e religião e espiritualidade (6,4). Itens como trabalho, sexualidade e consumo também aparecem acima da média de 5,5.
O elevado número de pessoas com desejo de deixar São Paulo pode ter explicação em fatores como o crescimento da sensação de insegurança. Em 2010, 24% consideravam a cidade "nada segura" para se viver, parcela que subiu para 25% em 2011.
Somadas as respostas de entrevistados que consideram a cidade pouco seguro e nada seguro, a parcela chega a 89%. Os maiores temores são de assalto e roubo (69%, 10 pontos percentuais a mais do que em 2010), seguido de violência em geral (67%). O tráfico de drogas é temido por 43%.
A saúde é um serviço público usado por mais pessoas (74%) do que a educação (52%). A busca por ensino público sofreu redução de cinco pontos percentuais em relação ao levantamento de 2010. As mulheres procuram mais esses equipamentos do que os homens, padrão que se mantém nos quatro levantamentos realizados até agora.
Têm plano de saúde 32% dos entrevistados, enquanto 66% dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). O tempo médio de espera para atendimento para consultas no serviço público é de 52 dias (ante 61 no ano anterior), 65 para exames e 146 para procedimentos complexos. Entre os usuários de clínicas e hospitais privados, a demora é 15 dias para consultas e 17 para exames e 39 para procedimentos mais complexos.
São 70% os paulistanos que usam ônibus diariamente gastando, em média 22 minutos no coletivo. Apenas 6% passam seis minutos ou mais no deslocamento cotidiano.
A íntegra do estudo pode ser acessada aqui.
Fonte: Rede Brasil Atual

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